Recreação Jovem – Princípios Básicos

Os jovens são, por natureza, pessoas ativas e cheias de energia, que precisam e se satisfazem em atividades que lhes proporcionem gastar essa energia “em excesso”. E os líderes do Ministério Jovem devem estar atentos a este fator. Caso o promover momentos e atividades sociais de recreação e diversão seja negligenciado ou visto da maneira incorreta, a pureza física e espiritual dos jovens estará comprometida.

O mundo está cheio dos mais diversos conteúdos oferecidos constantemente aos jovens, e estes, por muitas vezes, esforçam-se para manterem-se firmes. Quando bem inseridos e atuantes em uma sociedade/clube de jovens ou desbravadores, estes podem ser conduzidos para longe dos “deleites” e atividades seculares, e levados para mais perto de Cristo. Mas como fazer isto?

Não podemos confundir jamais a recreação ou diversão cristã com o divertimento e algazarra secular. O primeiro e principal objetivo do Ministério Jovem é promover a salvação dos jovens em sua geração. As atividades devem ser centradas em Cristo e com lições que fortaleçam e enobreçam os jovens em todas as esferas de sua vida – física, mental, social e espiritual. Como declara Malcon Allen:

“…Quando promovemos uma reunião social na igreja, as atividades devem ser de tal caráter, que os jovens sintam-se atraídos para Cristo. Arthur Spalding denominou esses encontros de ‘reuniões sociais para salvar’ …” (Malcon Allen, Salvação e Serviço, página 18)

As atividades realizadas no meio cristão, não devem, em momento algum confundir-se com as praticadas no mundo. Isso não quer dizer que um jogo de futebol ou basquete deva ser abolido do meio dos jovens cristãos, mas que se no desenrolar destas atividades a mente, os ânimos e emoções dos jovens sejam desviados de seus declarados princípios, estas deverão, sim, ser evitadas. Os momentos de recreação devem produzir união e unidade, e não discórdia e rivalidade.

            Ellen White, diz:

Estamos aqui para beneficiar a humanidade e ser uma bênção para a sociedade; e se permitirmos que nossa mente se envolva naquele canal inferior em que seguem os pensamentos dos que buscam apenas vaidade e extravagância, como poderemos ser um benefício para nossa raça e geração? Como ser uma bênção à sociedade a nossa volta? (Só para Jovens, 64)

Sendo assim, um divertimento cristão – realizado da forma certa ou errada – é também, além de tudo, uma questão de testemunho.

Os jovens anseiam por atividades que, além de proporcionar o conhecer novos amigos, gastar energia e “pôr o papo em dia”, também possam lhe proporcionar uma sensação de saciedade, plenitude, estar completo. E isto, evidentemente, só ocorre quando se tem a presença do Infinito entre eles. Como declara a senhora White:

Reuniões de intercâmbio social tornam-se proveitosas e instrutivas no mais alto grau quando os que se reúnem têm o amor de Deus ardendo no coração; quando se encontram para trocar ideias quanto à Palavra de Deus, ou considerar métodos para o progresso de Sua obra e a maneira de fazer o bem a seus semelhantes. Quando o Espírito Santo é considerado como hóspede bem-vindo a essas reuniões, quando nada é dito ou feito para afastá-Lo com tristeza, Deus é honrado, e os que se reúnem são revigorados e fortalecidos. (Idem, 65)

Quando os jovens retornam destas atividades, fortalecidos e revigorados, eles sentem o desejo de participar mais vezes. E mais ainda, por possuírem grande poder de influência, desejam que outros amigos participem com eles. Se pensarmos de forma análoga, em que uma recreação cristã, bem organizada e espiritual, assemelhe-se a um vício, esta causa cada vez mais, no jovem, o desejo de participar, incluir outros e conhecer mais a fundo o Deus que lhe causa tanta alegria e plenitude.

As atividades devem ser sempre inclusivas, buscando envolver a maior quantidade de jovens disponíveis. Assim, além de promover interação entre eles, inibe a dispersão e os “momentos vagos” que muitas vezes tornam-se na “melhor oportunidade para pecar”.

O centro de toda e qualquer recreação, como dito anteriormente, deve ser o nosso Senhor e Criador. Devemos, como o antigo Israel, celebrar ao Senhor com nossas forças e nossa alegria. E, não há pecado algum, em divertir-se de forma sadia e cristã. Ao contrário, honramos a Deus com o vigor de nossa saúde e alegria, além de utilizarmos estes momentos como meio de testemunho e salvação.

Rodrigo Gomes, extraído do relatório de liderança, Líder Máster de  Jovens – Categoria Regional.

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