Desafio Bíblico – Novo Testamento 

Que tal desafiar sua juventude à leitura de todo o Novo Testamento em 30 dias? São 260 capítulos em um mês. Aproximadamente 7 a 9 capítulos por dia. Com certeza um desafio e tanto.

Mas os jovens Adventistas gostam de desafios e de superarem os mesmos. E foi pensando neles que a União Sul Brasileira (USB) criou o Desafio Bíblico, que convida os jovens à 30 dias de dedicação adicional à leitura da Palavra de Deus no Novo Testamento. 

Como materiais de apoio temos o guia geral dos 30 dias e as imagens de lembrete da leitura de cada dia. Arquivos estes que serão postados em nossas redes sociais, e aqui neste post (em breve).

Algumas sociedades/clubes já iniciaram o desafio é outros estão iniciando neste sábado (01/04). E queremos convidar você a aceitar este desafio conosco, e participar do #biblechallenge valendo brindes ou prêmios. Não fique de fora!

O desafio pode ser realizado em paralelo (junto) com seu ano bíblico e/ou Reavivados (#primeiroDeus) sem problemas.

O desafio está lançado! Vai encarar? #desafiobiblico #biblechalenge

Tire suas dúvidas conosco 

Olá querido líder! 

O ano está findando, e 2017 já está às portas. Com novo ano vem novos projetos e novas ideias. 

A equipe Guia do Líder está trabalhando a todo vapor para neste novo ano trazer novidades em materiais de capacitação em liderança. E queremos ir mais além, queremos produzir materiais sob medida para os líderes e aspirantes que acompanham o blog. 

Para isto, queremos enfatizar nosso email de contato, através do qual você pode nos enviar suas dúvidas e sugestões. Não se acanhe, para produzir conteúdos relevantes e de qualidade, precisamos saber de verdade o que você precisa. 

Então, sinta-se à vontade, envie sua mensagem para contato@guiadolider.com . Conte seu testemunho, suas dificuldades e necessidades para o ministério jovem de sua cidade/região. 

Nosso maior prazer é saber que podemos lhe ajudar onde você estiver. 

Estamos aguardando sua mensagem. 

Grande abraço!

Pokémon – Desafio ou oportunidade?

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Em uma sociedade altamente tecnológica, há ondas e manias, assim como modas e virais surgindo a todos instante. Coisas que eram legais ontem, hoje não o são mais. O que é descolado hoje amanhã será brega. O que era engraçado semana passada, na próxima semana será tão sério a ponto de gerar discussões acaloradas.

Nesse mundo de constantes novidades e mudanças há diversas coisas que nos chamam a atenção e até nos cativam por alguns dias. Mas há outras que conseguem alcançar as massas, mobilizar multidões e mudar a forma de se enxergar ou fazer algo, e podem durar de semanas a até anos, a essas algumas pessoas chamam de “fenômenos”.

Muitos desses fenômenos têm o poder de influenciar a sociedade, ou uma fatia específica dela. Foi assim nos anos 90 no auge dos álbuns de figurinhas e dos Tamaguchis (bichinhos virtuais), que cativaram boa parte da atenção das crianças da época. Falando dos álbuns, estes tinham suas vendas impulsionadas pelos fenômenos das telinhas: animes, desenhos animados e videogames.

Mas como tudo é passageiro, os fenômenos vão, e nascem novos para substituí-los. Mas há momentos em que alguém usa uma “carta mágica” ou “junta as esferas e faz um pedido a Shen-Long” e consegue trazer um fenômeno de volta à vida. Muitas dessas “ressurreições” não são bem-sucedidas, mas se forem usados novos artifícios e adaptações ao mundo tecnológico atual, é possível que o fôlego deste possa durar bem mais do que o imaginado.

Este é o caso do atualmente tão aclamado Pokémon GO™! Jogo lançado pela Niantic para as diversas plataformas móveis, e que têm levantado as mais diversas polêmicas e discursões.

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Pokémon GO- Mais de 1 milhão de instalações

Não é necessário entrar em detalhes, por que você leitor, possivelmente já deve ter ouvido falar, seja na internet, televisão ou nas diversas mensagens no WhatsApp que apontam o jogo como instrumento de Teoria da Conspiração da CIA ou a legiões de habitantes do Abismo. O jogo consiste em sair de casa – ou do confortável sofá – e literalmente andar em busca das criaturinhas que animavam as manhãs da garotada dos anos 90 e 2.000 (250 no total). É o ressurgimento de uma franquia que já arrecadou milhões através do desenho animado, jogos para Nitendo™ em suas diversas plataformas e na indústria de roupas, pelúcias e brinquedos. Mas agora, o fenômeno ataca de forma diferente.

Pokémon, que vem do anagrama Pocket + Monsters (monstros de bolso, em tradução livre), e parte do princípio que no “universo” do desenho animado os jovens podem capturar criaturas em esferas especiais e levarem em seus bolsos e mochilas por onde for, buscando sempre os animais mais raros. Nesta nova forma de jogo, os dois “universos” se encontram: o real (nosso) e o virtual (Pokémons). Através da tecnologia de Realidade Aumentada, que utiliza GPS e a câmera dos celulares para emular a presença dos bichinhos em diversos lugares do globo onde o Google Maps™ esteja presente. Mas, como escrevi acima, não quero aqui dividir com você uma biografia Pokémon. O objetivo principal deste texto é lhe ajudar a perceber a realidade que estamos vivendo e que importantes ações podem ser tomadas para salvação de nossos jovens.

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Capturando o Charmander

Uma das principais coisas a se fazer, ou melhor, não fazer, se você faz parte do movimento “anti-Pokémon” é parar de compartilhar mensagens “anti-Pokémon”, isso não dá certo. Assim como acontece com muitos outros conteúdos, virais e campanhas, quanto mais você compartilhar falando contra, mais pessoas ficarão sabendo, e até mesmo as que não conheciam ou não haviam ouvido falar, vão sentir o desejo e a curiosidade de instalar e jogar, só por causa do “marketing indireto” – conheço pessoas que só decidiram baixar e jogar depois de verem diversas mensagens criticando, condenando e dizendo para não jogar. Ao expor sua indignação e contrariedade ao jogo explicitamente, você vai causar o inverso do que realmente deseja. Então, continue lendo.

Agora, se você é do movimento “pró-Pokémon”, acredita que isso não tem nada a ver, que é apenas um jogo e não faz mal algum, eu digo o seguinte: tudo bem, Pikachu não é o rei dos demônios, e você não vai carregar o primeiro ministro do inferno em seu bolso com seu celular, mas é bom tomar alguns cuidados para manter sua integridade física e espiritual. E ainda mais, se você é um líder de jovens, você precisará desenvolver técnicas mais avançadas que os seus jovens amigos que também jogam e “dominam ginásios” com você. Continue a leitura.

Existe ainda um terceiro grupo de pessoas nesse novo mundo em que encontramos Pidgeys em cima do sofá e Ratatas na calçada do vizinho. É o movimento do “Evangelho em Realidade Aumentada” ou “Bible-Go” (tá bom, essa definição e nome fui eu que inventei, mas só pra exemplificar). Esse terceiro grupo, ao contrário dos apenas céticos, enxergam novas oportunidades no surgimento de novos (ou renovados) fenômenos, como o Pokémon-GO. Estas pessoas olham para a realidade aumentada presente no jogo e enxergam um terceiro universo entre os dois propostos no jogo: o universo espiritual, mas especificamente o celestial.

Esse terceiro universo – na verdade o primeiro e original – encontra-se completamente misturado ao nosso, principalmente após a vida, morte e ressurreição de Cristo para resgatar seus filhos. O problema é que poucas pessoas sabem ou se lembram que possuem o app “Biblia Sagrada” à disposição (aqui me refiro à versão impressa mesmo), através dele é possível enxergar nitidamente o quanto do universo espiritual há em nossa realidade, e o quanto este universo pode influenciar nossas vidas.

Ao pesquisar sobre as tragédias e confusões causadas por jogadores do jogo, você irá se deparar com situações cômicas e até “aberrações”, como também tristes infelicidades. Desde pessoas em lugares inusitados de formas inusitadas, até a pais que abandonaram o filho em casa para caçar Pokémons e acidentes fatais envolvendo jogadores. A lista é extensa, muita gente tem se dado mal ao não ler e nem seguir as instruções de segurança que o jogo apresenta.

Mas se você aproveitar e pesquisar sobre os benefícios e boas mudanças que o jogo causou, vai perceber que estas chegam a superar as anteriores. Lojas têm vendido cerca de 200% a mais que o normal utilizando como marketing a captura grátis de Pokémons em suas instalações ou ainda em suas propagandas em sites e nas redes sociais. Até o fato de utilizar a imagem dos personagens nas vitrines são impulsionadores de visitas. Lugares antes pouco visitados aumentaram o número de visitantes, mesmo que em busca de Pokémons.

Mas não é apenas no meio capitalista que a presença do jogo tem se mostrado eficaz. Pela primeira vez, em nossa era “Poketronic” (Pocket + Eletronic = eletrônicos de bolso, inventado agora) vemos um jogo trabalhar de forma contrária aos outros no ambiente social e relacional. Ao analisar outras grandes franquias atuais de jogos móveis, como Clash Of Clans, Subway Surfers, Candy Crush, Angry Birds e tantas outras, vemos que o produto dos jogos são pessoas alienadas, incomunicáveis, que jogam em casa, trancadas no quarto conversando apenas pelos mensageiros instantâneos ou chats dos jogos. A geração do smartphone está (ou estava) caminhando justamente neste rumo, a falta de interação com o mundo afora e, consequentemente, com as pessoas ao redor.

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Grande reunião para “caçada” no Central Park, NY, EUA.

E o que se tem percebido com o advento do Pokémon GO é justamente o contrário. Muitos jovens formam equipes para caçarem juntas, outros se encontram nos ginásios e Pokestops e acabam se conhecendo e formando novas amizades. É difícil discordar, que as pessoas estão saindo de casa e tomando um pouco de sol.

E é nesse aspecto que os “mestres Bible-GO” enxergam a oportunidade de “capturar” novos amigos, estudantes da bíblia, e futuros irmãos em Cristo. Ir aonde os jovens, os velhos, as pessoas estão indo, e através de criação e estreitamento de laços, desvendar a Realidade Aumentada da salvação aos jogadores que estão com sua conexão móvel e GPS desativados. É aproveitar-se da tecnologia, da era digital e praticar o Evangelismo Digital. Agindo desta forma, é possível literalmente “virar o jogo” para o nosso lado, e assim nos tornamos mestres em “capturar” almas.

O centro da questão, e das ações do Bible-GO não está no Pokémon-GO, não está no aumento de vendas ou de assaltos envolvendo a franquia, mas sim em perceber as oportunidades diferenciadas que a era digital coloca ao nosso alcance. É perceber o nível de alcance de um viral ou fenômeno e não ficar de braços cruzados reclamando e condenando os prós, ou lotar a timeline ou caixa de mensagem das pessoas com mensagens de que isso ou aquilo é obra do maligno, mas agir e desenvolver novos métodos de utilizar o “vento” ao favor do evangelho.

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Oportunidade de reunião e interação

Não pense que estou assim, apoiando e incentivando a instalação do jogo nos celulares dos jovens para que eles saiam desenfreada, deliberada e inseguramente por aí atrás de Pokémons e esqueçam da vida, escola, família… Jamais! Mas por favor, não vamos começar a condenar o jogo e exorcizar o celular de quem instalar. Deixe o jovem jogar, mas relembre ele dos princípios de segurança, e principalmente dos princípios bíblicos. Melhor um jovem que jogue 1 hora de Pokémon com seus vizinhos e amigos da igreja, e no final da caminhada aproveite a companhia para um estudo bíblico ou revisão da lição, do que um jovem que troque Pokémon por Clash Of Clans a noite inteira, de forma que se esqueça de estudar a Bíblia e se relacionar. Nada contra o jogo usado como exemplo, inclusive há pessoas que fazem o mesmo com outros conteúdos: música, filmes, séries, novelas, namoro, leituras seculares, etc.

O malefício das formas diferenciadas de lazer ou diversão está na forma que é feita e na quantidade de tempo gasta com as mesmas, como já abordado em outro artigo. Se qualquer atividade toma mais tempo e atenção, e permanece mais na mente do que o estudo e meditação na palavra de Deus, tenha certeza que isso com certeza é maléfico e consequentemente pecado. Então, a questão envolvida aqui é incentivar o jovem à temperança, que é fortalecida através da comunhão com Cristo.

Se você é do movimento “anti-Pokémons”, eu lhe convido a refletir na realidade que vivemos, na brevidade da volta de Cristo, nas pessoas que precisam ser alcançadas, nas dificuldades impostas pela alienação das pessoas no mundo móvel, e nas possíveis oportunidades que podem ser abertas com a adesão à realidade aumentada no jogo.

Se você é um daqueles que já tem um Chamander, Squirtle ou Bubblesaur em sua Pokédex, ou seja, um “pró-Pokémons”, lhe convido a reler os avisos do jogo: não jogue dirigindo, nem em locais perigosos, nem em becos escuros à noite, nem em canoas em lagos, nem na sacada, fique atento às placas e avisos, fique atento ao atravessar a rua, não deixe seus filhos sozinhos em casa… Na verdade, lhe convido a reler os avisos de Paulo: “… o melhor que vocês têm a fazer é encher a mente e o pensamento com coisas verdadeiras, nobres, respeitáveis … o melhor, e não o pior; … Façam assim, e Deus, que é soberano, irá tonar real em vocês a mais excelente harmonia.” (Filipenses 4:8-9 A Mensagem). Seja temperante, equilibrado, não desprenda mais tempo ao jogo do que ao estudo da bíblia, e busque através da comunhão, estudo e oração, coisas boas a se aprender com o jogo (de verdade).

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Há muita gente para “capturar” por aí!

E a ambos os movimentos acima faço um último convite: cogitem a hipótese de se tornarem membros do Bible-GO. Se você não joga, una-se a quem joga e busquem uma forma de levar esperança aos outros jovens. Se joga, estude os hábitos de outros jogadores que frequentam os principais lugares visitados (estádios e pokéstops) e desenvolva uma forma de alcança-los. Montem equipes, marquem encontros para tomar sorvete, comer pizza, conversar, estreitar laços. Só não deixem as oportunidades passarem, elas podem ser como o Dragonite: difíceis de achar, difíceis de capturar, mas com grande capacidade de resultados futuros.

 

R.G.

Recreação Jovem – Princípios Básicos

Os jovens são, por natureza, pessoas ativas e cheias de energia, que precisam e se satisfazem em atividades que lhes proporcionem gastar essa energia “em excesso”. E os líderes do Ministério Jovem devem estar atentos a este fator. Caso o promover momentos e atividades sociais de recreação e diversão seja negligenciado ou visto da maneira incorreta, a pureza física e espiritual dos jovens estará comprometida.

O mundo está cheio dos mais diversos conteúdos oferecidos constantemente aos jovens, e estes, por muitas vezes, esforçam-se para manterem-se firmes. Quando bem inseridos e atuantes em uma sociedade/clube de jovens ou desbravadores, estes podem ser conduzidos para longe dos “deleites” e atividades seculares, e levados para mais perto de Cristo. Mas como fazer isto?

Não podemos confundir jamais a recreação ou diversão cristã com o divertimento e algazarra secular. O primeiro e principal objetivo do Ministério Jovem é promover a salvação dos jovens em sua geração. As atividades devem ser centradas em Cristo e com lições que fortaleçam e enobreçam os jovens em todas as esferas de sua vida – física, mental, social e espiritual. Como declara Malcon Allen:

“…Quando promovemos uma reunião social na igreja, as atividades devem ser de tal caráter, que os jovens sintam-se atraídos para Cristo. Arthur Spalding denominou esses encontros de ‘reuniões sociais para salvar’ …” (Malcon Allen, Salvação e Serviço, página 18)

As atividades realizadas no meio cristão, não devem, em momento algum confundir-se com as praticadas no mundo. Isso não quer dizer que um jogo de futebol ou basquete deva ser abolido do meio dos jovens cristãos, mas que se no desenrolar destas atividades a mente, os ânimos e emoções dos jovens sejam desviados de seus declarados princípios, estas deverão, sim, ser evitadas. Os momentos de recreação devem produzir união e unidade, e não discórdia e rivalidade.

            Ellen White, diz:

Estamos aqui para beneficiar a humanidade e ser uma bênção para a sociedade; e se permitirmos que nossa mente se envolva naquele canal inferior em que seguem os pensamentos dos que buscam apenas vaidade e extravagância, como poderemos ser um benefício para nossa raça e geração? Como ser uma bênção à sociedade a nossa volta? (Só para Jovens, 64)

Sendo assim, um divertimento cristão – realizado da forma certa ou errada – é também, além de tudo, uma questão de testemunho.

Os jovens anseiam por atividades que, além de proporcionar o conhecer novos amigos, gastar energia e “pôr o papo em dia”, também possam lhe proporcionar uma sensação de saciedade, plenitude, estar completo. E isto, evidentemente, só ocorre quando se tem a presença do Infinito entre eles. Como declara a senhora White:

Reuniões de intercâmbio social tornam-se proveitosas e instrutivas no mais alto grau quando os que se reúnem têm o amor de Deus ardendo no coração; quando se encontram para trocar ideias quanto à Palavra de Deus, ou considerar métodos para o progresso de Sua obra e a maneira de fazer o bem a seus semelhantes. Quando o Espírito Santo é considerado como hóspede bem-vindo a essas reuniões, quando nada é dito ou feito para afastá-Lo com tristeza, Deus é honrado, e os que se reúnem são revigorados e fortalecidos. (Idem, 65)

Quando os jovens retornam destas atividades, fortalecidos e revigorados, eles sentem o desejo de participar mais vezes. E mais ainda, por possuírem grande poder de influência, desejam que outros amigos participem com eles. Se pensarmos de forma análoga, em que uma recreação cristã, bem organizada e espiritual, assemelhe-se a um vício, esta causa cada vez mais, no jovem, o desejo de participar, incluir outros e conhecer mais a fundo o Deus que lhe causa tanta alegria e plenitude.

As atividades devem ser sempre inclusivas, buscando envolver a maior quantidade de jovens disponíveis. Assim, além de promover interação entre eles, inibe a dispersão e os “momentos vagos” que muitas vezes tornam-se na “melhor oportunidade para pecar”.

O centro de toda e qualquer recreação, como dito anteriormente, deve ser o nosso Senhor e Criador. Devemos, como o antigo Israel, celebrar ao Senhor com nossas forças e nossa alegria. E, não há pecado algum, em divertir-se de forma sadia e cristã. Ao contrário, honramos a Deus com o vigor de nossa saúde e alegria, além de utilizarmos estes momentos como meio de testemunho e salvação.

Rodrigo Gomes, extraído do relatório de liderança, Líder Máster de  Jovens – Categoria Regional.

Contribua conosco

Olá querido líder, querido aspirante.

No desejo de sempre dispor de conteúdos para as necessidades do ministério jovem, gostaríamos de convidar você a fazer parte de nossa equipe (indiretamente).
Sabemos que cada líder possui uma necessidade específica e suas próprias dúvidas. E nosso maior objetivo é auxiliar você na busca para estas respostas.
Desta forma, queremos lhe fazer um convite: participe da produção de conteúdo do Blog, nos enviando sugestões de temas que você gostaria de ler aqui, ou de informações e/ou conteúdos que você ainda não encontrou em nosso acervo.
Nossa equipe está crescendo, e terá o maior prazer em poder ajudá-lo.

Basta enviar um email para conteudo@guiadoliderja.com

Estamos aguardando sua mensagem.

Equipe Guia do Líder JA

Fórum Guia do Líder JA no Telegram

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Olá nosso querido leitor, querido líder, que acompanha nossas novidades através do site e das redes sociais.
Estamos lançando mais uma ferramenta de interação para/com você:
Um Grupo se Fórum (discussão) no Telegram.
Daí você pode me perguntar: “já temos o WhatsApp que é bem mais popular, por que não um grupo nele? Por que o Telegram?”. Não se preocupe, eu respondo com 5 motivos:

1. Limite de usuários
O WhatsApp atualmente possui um limite de até 256 participantes, o que pode se tornar um problema no futuro quando tivermos essa quantidade de usuários cadastrados no grupo. No caso do Telegram, o limite inicial é de 200 que é expandido para 5.000 com a ativação do “Supergrupo” (nosso caso).

2. Compartilhamento de arquivos diversos
No WhatsApp, atualmente, só é possível o envio de 4 tipos de mídia: audio/músicas, fotos, vídeos e arquivos de texto (pdf/doc). No Telegram não há restrição de tipo de arquivo. Lá nós podemos, inclusive, compartilhar com vocês livros digitais (epub) e aplicativos – que inclusive já estão disponíveis no nosso canal lá no Telegram.

3. Fácil adição de novos usuários
No WhatsApp, para que você seja adicionado, é necessário enviar seu número por email, ou formulário, solicitando ao administrador que lhe adicione. No Telegram, você pode acessar diretamente pelo link e participar automaticamente do grupo. Além de poder solicitar a adição de um amigo aos administradores (apenas os 200 primeiros membros), através do nome de usuário (@nomedoamigo).

4. Histórico de conversas
No WhatsApp, quando você é adicionado, você só fica a par das conversas a partir de sua entrada no grupo. No Telegram você terá acesso a todas as conversas, desde o início do grupo. Sendo possível assim, pesquisar conversas sobre assuntos que você tiver dúvidas/curiosidades e que foram conversados antes de sua participação no grupo.

5. Edição e fixação de mensagens e menção de usuários
No Telegram, podemos evitar o famoso “*corrigindo”. É possível você editar sua mensagem mesmo após enviada em até 2 dias, assim, além de mantermos os conteúdos organizados, ainda a podemos “corrigir” mensagens enviadas incorretamente (literalmente), basta dar dois toques na sua mensagem enviada. Também temos a facilidade de fixar mensagens, para aviso a todos os membros – como é o caso da mensagem de boas vindas ao Fórum. Você pode ainda, durante uma conversa, mencionar outro usuário do grupo, de forma que quando ele abrir a conversa no grupo, e houverem centenas de mensagens não lidas, haverá uma notificação de que ele foi mencionado em algum momento, e ele será notificado e redirecionado automaticamente para tal (basta utilizar o @ e então será exibida uma lista com os participantes do grupo).

Se você estiver interessado em participar do Fórum conosco, basta possuir o Telegram instalado em seu celular, acessar o link telegram.me/forumguiadolider e clicar em “entrar“. Pronto! É só começar a participar.

Estamos lhe aguardando lá.

Equipe Guia do Líder JA

Organizando um Retiro Espiritual – Coordenação Geral

O ano está findando, e uma das preocupações da liderança jovem começa a se aproximar: O Retiro Espiritual (ou Retiro/Acampamento de Verão), na época do carnaval do ano seguinte. E convenhamos, um dos momentos mais esperados pelos jovens todos os anos. E para auxiliar a você que é líder de primeira viagem, ou mesmo que já realizou vários acampamentos, e neste próximo ano quer dar uma renovada, produzimos estas dicas para organização do Retiro Espiritual.

Este texto foi desenvolvido levando em consideração algumas dicas encontradas nos livros (leituras obrigatórias) Manual de Liderança Jovem e Acerte o Alvo. Sobre os quais já falamos no Dicas de Leitura aqui no blog. Em suma, visa dar dicas de organização para a coordenação geral do retiro (Distrital ou Regional), logo teremos o texto voltado aos diretores de sociedades em específico.

Monte uma equipe de trabalho

Antes de mais nada, é necessário organizar a sua equipe de trabalho, delegar funções, dividir tarefas, compartilhar o peso da responsabilidade. Trabalhando com uma equipe, torna-se mais fácil administrar a preparação e execução do projeto/evento. Sua equipe de trabalho, não deverá ser, exatamente, a equipe de execução das tarefas, mas sim os coordenadores das equipes de execução. Sua equipe deverá ser composta por (conforme sua realidade):

Coordenação Geral – Pastor Distrital, Regional e/ou Distrital Jovem

Coordenação Local/Equipes – Diretor jovem e Ancião do clube

Secretário – Jovem/Líder responsável por lhe auxiliar na organização e materiais de secretaria, registro de reuniões, cronogramas, avaliações, etc. Poderá haver uma equipe de secretaria, coordenada pelo secretário.

Tesoureiro – Responsável pela parte financeira do evento, de forma geral, não sendo responsável por finanças das equipes/clubes. Faz o controle dos gastos realizados e previstos para a realização do evento, a fim de prestações de contas e suprimento de necessidades durante o evento.

Coordenador Devocional – Responsável pela escolha não só dos palestrantes, mas também pelas devoções matinais e vespertinas durante o evento.

Coord. de Recreação e Esporte – Não seria necessária a descrição do mesmo. Responsável pelo planejamento dos momentos de recreação, esporte e lazer. Sua equipe fica responsável pela aquisição, controle de uso e manutenção dos equipamentos de esportes. Pode escolher e compor também as equipes de arbitragem e avaliação das atividades recreativas.

Diretor de Estrutura – Coordena o planejamento, organização e montagem de estruturas necessárias para o evento. Sejam elas palco, campos, iluminação, ornamentação, etc. Pode coordenar outras equipes ramificadas.

Dir. de música e sonoplastia – Responsável por toda a parte musical e sonora do evento, desde o início até o encerramento do mesmo. Organiza a equipe de louvores congregacionais, especiais, músicas de fundo, enfim.

Dir. de Comunicação – Todo grande evento necessita de grande divulgação. O diretor de comunicação é responsável pela divulgação do evento antes, pela disseminação de informações durante, e pelo relato do sucesso do programa depois. Pode trabalhar em conjunto com a equipe de fotografia, e na próxima reunião após o evento realizar a retrospectiva do mesmo com exibição de vídeos e fotos.

Dir. de Limpeza – Responsável não pela execução da limpeza, mas pela coordenação das equipes designadas para sua realização, assim como manutenção e execução de escala.

Defina um tema/objetivo central

Definindo um tema, ou propósito central para o acampamento, será mais fácil definir objetivos a serem alcançados durante os dias de realização. Uma dica interessante – compartilhadas por alguns departamentais – é escolher um livro bíblico, personagem ou acontecimento bíblico como tema, e no decorrer do evento estudar o desenvolvimento do livro/fato. Como por exemplo O livro de Jonas, A carta de 1 João, Daniel e seus amigos no exílio, dentro outros.

Com a escolha do tema, defina quais os objetivos deverão ser alcançados durante o evento. “Isso trará o êxito desejado e dará bons resultados ao programa, desde sua promoção até sua realização” (AA, 85). Assim, você e sua equipe terão metas a serem seguidas, pontos nos quais concentrar esforços e assim, pouparão, força, tempo e recursos.

Desenvolva um cronograma detalhado de atividades

Assim como ter objetivos a alcançar, também é importante detalhar quais destes objetivos e atividades serão realizados durante os dias do acampamento. Este cronograma deverá ser repassados a todos os líderes de equipes/clubes, com o objetivo principal de estabelecer horários devidos para cada atividade, a fim de alcançar o objetivo final do evento.

Segue uma adaptação do modelo sugerido no livro Acerte o Alvo. Você pode, juntamente com sua equipe, adaptá-lo conforme a sua realidade:

Sexta-feira

17h                  Recepção
18h                  Pôr do Sol
19h                  Jantar
19h30              Cânticos
20h                  Abertura
20h30             Mensagem
21h                  Orientações gerais
22h                  Descanso Geral

Sábado
6h                    Devocional por Igreja
7h30                Desjejum
8h30                Cânticos
9h                    Escola Sabatina
10h30              Culto Divino
12h                  Almoço
14h30             Gincana Bíblica –
16h                  Cânticos
16h30              Culto Jovem
17h30              Mensagem e Batismo
18h15              Pôr do Sol
18:30              Rádio – Abertura
19h                  Jantar
20h30             Hora Social / Recital – Cantor Especial
23h                  Descanso

Domingo
6h                    Devocional por Igreja
7h30                Desjejum
8h30                Devocional Geral
9h                    Seminário jovem em grupos
10h                  Gincana
11h                   Manhã livre
12h30              Almoço
14h30              Gincana
15h30              Tarde Livre
19h                  Jantar
20h                  Culto
23h                  Descanso

Segunda-feira
6h                    Devocional por Igreja
7h30                Desjejum
8h30                Devocional Geral
9h                    Seminário jovem em grupos
10h                  Gincana
11h                  Manhã livre
12h30              Almoço
14h30              Gincana
15h30              Tarde Livre
19h                  Jantar
20h                 Culto especial / Investidura
23h                  Descanso

Terça-feira
6h                    Devocional por Igreja
7h30                Desjejum
8h30                Devocional Geral
9h                    Seminário jovem em grupos
10h                  Gincana
11h                  Manhã livre
12h30              Almoço
14h30              Gincana
15h30              Tarde Livre
19h                  Jantar
20h                  Programa de encerramento
21h30              Premiação da Gincana
00h                 Descanso

Quarta-feira – Retorno

6h                    Despertar
6:30                 Limpeza
7h30                Desjejum
8h30                Partida

Realize o seguro para o evento

Um item de extrema importância é o seguro obrigatório, tanto pessoal (feito pelo clube/sociedade) quanto o seguro do evento. Para tal oriente aos líderes dos clubes participantes a contratarem o seguro a partir do site ARM Sul Americana, escolhendo a opção Seguro de Excursão.

Já o seguro do evento a ser realizado, cobrirá o evento, estruturalmente falando (equipamentos, edificações, etc) e a equipe de organização. Deverá ser efetuado também no site da ARM Sul Americana, pelo responsável do evento (Pastor ou Coor. Distrital/Regional) na opção Seguro de Eventos. Uma dica importante ao se contratar o seguro (tanto do evento quanto excursão), é escolher a data de realização duração selecionando a partir do dia anterior ao início até o dia posterior ao fim do evento, de forma que o deslocamento a ser feito ao local esteja segurado, para caso de adversidades – tanto antes da chegada, quanto após à partida, quando houver atraso no retorno, devido a problemas no transporte, enfim. É uma medida de segurança que vai adicionar poucos centavos ao seguro, mas que faz uma enorme diferença ao necessitar utilizá-lo.

Estabeleça preços e prazos

Em alguns lugares, o maior vilão de acampamentos e retiros espirituais é o valor cobrado tão próximo do evento. Desta forma, o melhor a se fazer é organizar previamente o evento com sua equipe, para assim, estabelecer-se prazos e valores previamente, assim como as facilidades de pagamento. Por exemplo: o retiro que será realizado no mês de fevereiro de 2016, para o qual será cobrada a taxa de inscrição de 90 reais (aluguel+alimentação+transporte+seguro), terá suas inscrições abertas a partir do dia 01 de novembro de 2015, finalizando dia 20 de janeiro de 2016, sendo possível parcelar a inscrição em 3 vezes, com vencimento no dia 20 de cada mês (novembro, dezembro e janeiro). Inscrições realizadas entre 21 e 30 de janeiro serão condicionadas a um acréscimo (multa) de 30 reais, devendo ser pago o valor total à vista.

Você deve estar pensando: parcelar três meses antes tudo bem, mas por que uma taxa tão alta como multa? Eu respondo: há pessoas que infelizmente não conseguem cumprir com prazos, e após a data limite lhe procurarão para realizar inscrições, em um momento no qual já foram realizadas as compras de alimentação, materiais de recreação, reserva de local, etc. com base no número de inscritos até então. Seria injusto com aqueles que honraram o compromisso e efetuaram suas inscrições e pagamentos no prazo, aceitar a inscrição deste outro sem penalidade. É um método para se evitar a realização de inscrições fora do prazo. Mas se você “decretar” que o prazo findará no dia 30 de janeiro, não aceite inscrições no dia 31, sob risco de desvalorizar a honra de suas próprias palavras.

Trabalhando com prazos você pode fazer uma breve projeção da quantidade de participantes, e assim preparar-se de forma mais adequada.

Há lugares que os acampamentos ocorrem de forma distrital (vários clubes) e outros de forma individual (apenas o clube/igreja local), no primeiro caso, às vezes ocorre de os valores cobrados por cada clube divergirem entre si por diversos fatores (alimentação, transporte, etc). Neste caso, sugerimos uma dica especial para, inclusive, auxiliar nos tópicos seguintes.

Crie a taxa de inscrição do evento

Em eventos que reúnem vários clubes, como dito acima, os preços tendem a variar. Sendo assim, pode ser mais complicado o repasse de valores para gastos e manutenções do evento (há regiões que já trabalham da forma que será explicada). Sendo assim, o ideal a se fazer é a criação de uma taxa de inscrição individual para o evento, completamente à parte dos gastos com alimentação, transporte e etc.

Esta taxa é como a mesma cobrada em grandes eventos realizados pelas associações e uniões (AcampJovem, Campori, etc), onde é cobrada a taxa de inscrição individual, que ao final será utilizada para arcar com os custos do evento. Desta forma, você e sua equipe terão subsídios para a aquisição e manutenção de materiais, assim também como custeio de atrações especiais e etc.

Conforme a realidade do seu distrito/região, e tamanho do seu evento, a taxa poderá variar. Mas genericamente, deverá ser uma taxa simbólica, a fim de custear os gastos comuns do evento (medalhas, pulseiras de identificação, manutenção do local, aluguel de local, etc.).

Diversão e Lazer

A parte mais esperada pela juventude inscrita no evento. Os horários de tais atividades devem ser bem definidos, sendo acordado com os participantes que há horário para tudo, e que durante as palestras e atividades espirituais não deverão ser realizadas outras atividades. Nos momentos informados no cronograma haverão as atividades recreativas das gincanas, assim como os momentos livres para esportes.

Organize, com o coordenador de esportes, as equipes responsáveis pela execução de cada esporte, sejam eles realizados em gincanas ou em horários livres. É importante este controle tanto para boa organização quanto para a segurança do evento.

Ainda que em momentos de lazer, é importante a supervisão constante dos ambientes e atividades, principalmente quando se tratar de eventos que haja a presença de crianças – oriente aos pais estarem sempre presentes com as mesmas.

Execute Gincanas de Equipes

Uma das melhores formas de envolver a juventude nas atividades é através de gincanas de equipes, através da qual eles serão motivados a interagir, crescer física e intelectualmente enquanto se divertem. Podem ser formadas equipes por clubes ou de forma miscelânea, intercalando os membros dos diversos clubes participantes.

É ideal que haja identificação das equipes, através de pulseiras coloridas, colete ou algo do gênero. A pulseira de identificação inclusive, pode ser utilizada como controle de acesso ao local e às atividades.

Você pode analisar algumas dicas de atividades para gincanas no link abaixo ou na Downloads.

Desenvolva uma avaliação qualitativa das equipes (antes e durante)

A melhor forma de alcançar grandes objetivos e crescimento no ministério jovem, é trabalhar com projetos que tenham início, meio e continuidade, ou que findem incentivando a continuarem o trabalho realizado. Há acampamentos, que usam como método de avaliação e classificação apenas os resultados alcançados durante o evento, mas não é esta a melhor metodologia a se usar, como podemos ver no exemplo de AcampJA/Campori. A avaliação deverá ser realizada conforme o desempenho qualitativo do clube durante os meses anteriores – se possível o resultado das atividades do ano anterior.

Inclusive, pode-se utilizar o retiro espiritual como momento de reconhecimento dos feitos do ano anterior e início da próxima fase de atividades a serem realizadas pela sociedade/clube durante o ano. Para o tal, faz-se necessária a elaboração antecipada de um Guia de Orientações Gerais (GOG), discriminado todas as atividades a serem avaliadas, como no modelo na seção de downloads.

Se possível, pode ser realizada investidura de líderes durante o evento, como forma de reconhecimento e valorização do jovem diante da comunidade de seu distrito/clube/região.

Referências:
Acerte o Alvo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2010.